Fui mãe aos 21 anos e na minha primeira gravidez não tive a companhia constante de uma amiga próxima para conversar banalidades ou minhas dúvidas, mesmo porque minhas amigas estavam se formando ou em busca de seu primeiro emprego e a maternidade não era algo em que pensavam naquele momento. Na segunda gravidez eu trabalhava e convivia com várias amigas, mas eu já havia passado por aquilo, era “experiente” no assunto, rsrsrsrsrs.
Recentemente, duas amigas especiais ficaram grávidas e compartilharam esse momento comigo.
P. é minha amiga há 17 anos, uma das minhas amizades mais antigas e queridas. Sempre me apoiou e ficou ao meu lado mesmo morando em São Paulo. Quando engravidou P. me contou prontamente, me fez inúmeras perguntas, chorou, sorriu, enfrentou suas incertezas. Quando seu bebê nasceu novamente expôs seus medos e angustias, e novamente chorou e sorriu. Eu estava lá, P. confiava que eu a apoiasse e amparasse, mesmo que a distância se fizesse presente.
No começo deste ano conheci N, somos professoras na mesma escola, grávida de três meses, ela estava eufórica. Quando descobriu que eu era mãe de dois a conexão só cresceu. Foram inúmeras conversas, mensagens trocadas e perguntas que foram respondidas ao longo de seis meses. N. chegou a me enviar mensagem para dizer que estava em trabalho de parto antes mesmo de contar ao marido. Trocamos mensagens por quase duas horas e durante todo o período em que se deslocou para o hospital. Ás 6:30 seu marido enviou a foto do bebê com o peso e a altura.
P. e N. me deram uma das maiores demonstrações de amizade que alguém poderia receber, a confiança de poder compartilhar um momento tão especial que é o nascimento de um filho. Elas poderiam ter feitos suas perguntas, seus questionamentos para qualquer mulher próxima, suas mães, suas cunhadas, sogras, mas elas o fizeram a mim. Quando seus bebês nasceram fiquei tão feliz, como se fossem meus verdadeiramente, eu poderia dançar na rua, tamanha era minha felicidade.








